A Ciência da Ascensão Espiritual

Ascensiologia é a Alta Ciência da Iluminação dos Mestres de Sabedoria, os Chohans. A Projeciologia entra aqui apenas como um treinamento preliminar. E como sugere a doutrina indiana dos Vimanas, a Ufologia é uma capa externa ou uma versão exotérica do tema.

Ascensão é a passagem da esfera solar da Hierarquia, para a esfera cósmica de Shambala, pelo portal da Sexta Iniciação, relacionada aos Sete Sendeiros de Evolução Superior dos teósofos.

...... .......... ..............APRESENTAÇÃO .......... HOME ........... INICIAL ...........EDITORA .......... VIDEOS .......... GRUPOS.......... GLOSSÁRIO

sábado, 20 de outubro de 2012

O Triplo-feminino na Iniciação (e o Grupo Ascensional)



Néftis, Hátor, Ísis;
Maria de Bethânia, Maria Madalena, Mãe Maria;
Tara Vermelha, Tara Verde, Tara Branca;
Morgana, Guenevere, Dama do Lago...

O feminino faz uma presença marcante na vida dos Iniciados, porque ele traz energias complementares a toda grande Missão ou a toda realização completa de vida.

E este feminino se apresenta de uma maneira tríplice, pois trinos são os planos psíquicos do ser humano, primeiramente em evolução, depois em iniciação e finalmente em ascensão. Trata-se dos planos segundo, quarto e sexto de consciência, relacionados respectivamente às energias do Emocional (“paixão”), da Intuição (“amor”) e da Identificação (“compaixão”).

Em “complemento” a isto, se poderia evocar uma tripla energia masculina, para representar os outros três planos (ou o primeiro, o terceiro e o quinto plano de consciência), e que se acha personificada através dos três Mestres com que um Iniciado deve poder contar no começo, na fase central e no final de sua jornada espiritual, tal como os três Reis Magos que se apresentaram ante Jesus (numa outra esfera, se trata do Cristo cósmico, do Adepto universal e do Instrutor pessoal).

Estas seis figuras consolidam na vida do Iniciado, aquilo que podemos chamar de “o Selo da Alma”, formando uma Estrela-de-Sabedoria de seis pontas que lhe servem de proteção universal (não pessoal, mas para atuar no Todo) e até como um “grupo ascencional” (Merkabah) providencial, em meio à qual o próprio Iniciado emerge como a Sétima Figura consagrada (especialmente em se tratando de um Bodhisatwa consumado).

Não obstante, existe também a Figura oculta do Senhor do Mundo por detrás de tudo isto, o Iniciador Único que representa o Sétimo Secreto neste contexto ascensional, e ante o qual todo o Iniciado é conduzido na Terceira Iniciação pelas mãos dos seus Dois Padrinhos de Iniciação, para receber o seu Batismo de Fogo e, através disto, conhecer as luzes da Iniciação Verdadeira...

Num certo sentido, aquilo que temos acima descrito, representa uma aproximação do Regulamento do Nagual descrito por Carlos Castañeda em “O Presente da Águia”, especialmente tendo em conta que cada Nagual inclui um grupo de dez membros (cinco homens e cinco mulheres, cada qual com seu papel específico), e que todo o grupo do Nagual anterior atua em uníssono para instruir o Nagual sucessor, sob a orientação no velho Nagual e, indiretamente, também os membros no novo grupo. Alguns mandalas orientais também fariam referência a estas realidades.

Para o Iniciado que vive os seus processos avançados, as “energias” femininas auxiliam a superar as crises maiores da iniciação, capazes que são de destruir virtualmente os seus veículos materiais, enquanto ele realiza os esforços para “ressurgir das cinzas” como a Fênix, com o precioso auxílio das energias femininas...

Assim, a energia da paixão auxilia a redespertar o seu vigor e a sua humanidade latente; a energia do amor redefine os seus rumos pessoais no sentido da unidade e de retorno; e a energia da compaixão restaura e remete à missão superior que se acha no seu destino abraçar.

Ísis e Néftis realizaram um reconhecido trabalho de cura e restauração ante o corpo desfacelado de Osíris. E as “Três Marias” permaneceram sempre junto a Jesus nos três anos (não três dias) que tardou entre a crucificação iniciática e a sua ascensão espiritual. Madalena foi a última a estar com o Mestre e o viu no seu ressurgir.

A menção recorrente que as Histórias sagradas fazem do papel do feminino nas epifanias, termina por representar uma concessão ante os mistérios que ocultam intencionalmente o surgimento dos seres divinos, elaborados pela dogmática das igrejas, e que comumente escondem e selecionam inúmeros dados da biografia histórica destes Seres. Então ele faz a sua presença constante, e pelo visto ninguém até hoje percebeu que foi apenas por Jesus entregar-se aos cuidados de Betânia (com suas unções), que fez Judas decidir-se (por avaro ou ciumento) finalmente por trair o Mestre (cf. Mt 26:9 ss). Contudo, é bem mais conhecida a rivalidade existente entre São Pedro e Maria Madalena, a qual era a grande líder da igreja popular do Cristo.

Todas estas presenças femininas oferecem experiências poderosas e transformadoras na vida de um Buda ou Bodhisatwa, ou seja: a energia vermelha da Tara instiga e desperta; a energia verde da Tara unifica e direciona; e a energia branca da Tara cura e sublima.

Por esta razão, um Iniciado poderia chegar a supor que qualquer uma delas seja a sua “alma-gêmea”, não fosse ter ele já consumado o contato com a sua verdadeira alma-gêmea, não deixando margem a dúvidas desta natureza.

Neste caso, a sua alma-gêmea estará representada pela energia central de AMOR, aquela relacionada ao chakra do coração (quarto plano, energia de “Intuição”, cor verde), personificada nas lendas pelas figuras de Hátor, Madalena, Tara Verde e Guenevere. É o mágico “caminho do meio” libertador, que se revela absoluto por reunir e sublimar os opostos cósmicos de céu e terra. E é ela que confere o mais importante de tudo, que é o estímulo central de ressurreição, ante as crises capitais da iniciação ou, a bem da verdade, da própria Iluminação...

Nos mitos, sempre existe algum parentesco entre estes seres, e até mesmo com o próprio Iniciado, mas se trata isto na verdade de uma afinidade vibratória, dentro dos campos de energias afins aos do Iniciado.

A partir de certo estágio de evolução, um Iniciado atrai apenas aquelas pessoas que são mais afins à sua própria vibração, uma vez que o arco de energias com que trabalha se estreita numa Unidade e se identifica com o Si Mesmo.

Tais energias podem ser astrologicamente identificadas, dentro de um espectro amplo de signos que regem a existência do Iniciado, sob diferentes zodíacos complementares.


Para maiores detalhes sobre este assunto, remetemos o estudante à nossa obra “Matriarcado & Nova Era”, LAWS, Ed. Agartha, AP.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

SANAT KUMARA



Trata-se da deidade de nossa Terra, durante esta Quarta Ronda, responsável pela autêntica evolução humana (homo homo ou homo sapiens sapiens). 

Sanat Kumara é uma figura real e pode ser contatado por todos os iniciados de terceiro grau, como sucedeu a H.P. Blavatsky. Tal como a Shambala etérica, Sanat Kumara pode ser “contatado” nos planos sutis, mais exatamente, no Plano Intuitivo desde meados do século XX, cf. Alice A. Bailey, por se tratar do plano de evolução da sexta raça-raiz que, segundo os maias-nahuas, começa em 2012. A forma de contatar a “Divina Presença” é através da meditação no coração realizada por grupos de meditantes, orientados na intenção de auxiliar a Humanidade, dentro de ambientes consagrados ao serviço das Hierarquias espirituais. 

Bailey esclarece, contudo, que este hierarca teria surgido durante a cadeia venusiana da Terra, e não do planeta Vênus como se chegou erroneamente a veicular, numa confusão entre astronomia e astrologia. Sanat Kumara, junto a seus Quatro Irmãos "venusianos", Sanaka, Sananda e Sanâtama, são re­gentes da presente ronda mun­dial e patronos de seus quatro ashrams raciais.

Uma das formas de afirmar a senda superior, tem sido sempre pela busca da visão e do conhecimento direto de Deus, pelo contato pessoal com ele, nem que seja apenas através de sua energia e por uma visão interior durante a meditação (portanto não-onírica), através dos dons espirituais oferecidos aos filhos daquela raça ou, antes, dos seus sábios mais proeminentes.

A Sociedade Teosófica começou a divulgar no Ocidente informações sobre a figura de Sanat Kumara. Segundo Helena P. Blavatsky, ele “é chamado variavelmente de o Vigilante Solitário, o Ancião dos Dias, o Maha-Guru, o Iniciador Único, e o Eterno Donzel de Dezesseis Anos - uma vez que seu nome significa ‘sempre jovem’. Este personagem exerce a função de Senhor do Mundo, líder supremo de toda a hierarquia espiritual invisível que rege, auxilia e sustenta o globo.” (A Doutrina Secreta, vol. II. pp. 100-101, Civilização Brasileira, SP)

De fato, o Rei do Mundo tem uma aparência jovem, mas não de adolescente, uma vez que ostenta até cabelos alvos. A designação “Kumara” (Virgem) pode ter distintas explicações, entre elas o fato de que Shambala apareceu sob o signo sideral assim denominado, que foi o signo de Virgo, sob o qual os Kumaras vieram à Terra.

A Visão de Deus é uma destas realidades que marca o caminho do discípulo e depois do iniciado, ou ainda mais -cabendo lembrar aqui do famoso evento coletivo que é o Festival de Wesak. Sem esta revelação, o buscador teria menos segurança da realidade da Presença divina, considerando também as correntes céticas e agnósticas existentes.
Os relatos sobre Sanat Kumara, andam a par com a tradição dos avatares (ver) de Vishnu, e pertence de certa forma a outra escola de pensamento. Aparentemente, haveria alguma contradição entre esta chegada relativamente recente do Rei do Mundo, e as linhagens de avatares que percorrem o Ano cósmico desde o começo da ronda, corrente esta que pode deter alguma tendência especulativa, já que trata das primeiras Encarnações apenas através de arquétipos astrológicos. Supõe-se que os avatares representam uma linhagem diretamente relacionada ao problema da humanidade, coisa que não obstante apenas principia com Sanat Kumara, o qual sequer está registrado nas linhagens de Vishnu. O mito dos Kumaras, se assemelha um pouco ao dos cinco Dhyani Budas do Budismo (o que não obstante deteria uma recorrência cósmica completa), pois SK teria chegado ao nosso mundo juntamente com seus quatro irmãos divinos. 
(Em “Glossário Holístico” e “Ascensão”, inéditos)

sábado, 8 de setembro de 2012

Princípios gerais da Cura Espiritual


Na sequência, apresentamos uma súmula de indicações do Método Farohar presentes na obra "A Cura Crística - os segredos das curas de Jesus", que poderão ser tomados como “Regras Gerais da Cura Espiritual”.*

1. Deus é a fonte de todo o Bem. Por isto, a rendição a Deus é a primeira e a mais poderosa medicina, pois representa a volta para a “casa do Pai”. E a harmonia da Criatura depende da harmonia da Criação, e de ambos entre si sob a vontade do Criador.
2. A Cura integral buscada pela Tradição, vê a Vida na sua unidade.
3. A Medicina Total contempla a integridade humana em termos de corpo, alma e espírito, havendo tratamentos especializados para cada uma destas esferas.
4. O bom curador espiritual é alguém laureado na escola da cura natural -ou que esta ao menos se encontra na base da sua formação, dentro de uma natural “cosmologia” iniciática de dons. Estamos falando, pois, de uma sequência de iniciações regulares, um treinamento metódico através do controle dos sucessivos planos de consciência: físico-etérico, emocional, mental e intuitivo, de modo a preencher a integridade da capacitação humana.
5. O poder da sugestão e da auto-sugestão é inegável na Medicina. E nisto, toda a a cura espiritual termina sendo também uma espécie de auto-cura.
6. A potência da cura depende da potência do curador.
7. Um paciente deve desejar ser curado. E ele deve estar disposto a mudar o seu modo de vida.
8. A medicina conduz à espiritualidade, e a espiritualidade conduz à medicina. O espírito será o grande objeto e veículo de cura e de iniciação, o que dá ainda mais valor à busca do conhecimento e da iniciação como método de cura integrada, tal como se apresenta na súmula da Grande Medicina: Illumina animam occulte, ou seja, “ilumina a tua alma ocultamente”, presente no acróstico IAO.
9. A fixação da consciência em planos superiores é fundamental na obtenção da cura e do poder curador. Por isto, o operador da Cura Plena pode usar a seguinte sentença como norma permanente: “Todo o amor, paz e cura vem de Deus.”
10. O contato com a Natureza será estimulado como um fator terapêutico primordial, na medida em que trata-se de fato do restabelecimento ou da manutenção das raízes telúricas do homem.
11. O pensamento positivo é capaz de realinhar as nossas energias com suas fontes divinas, conectando-nos a novas fontes de energias.
12. Quando a virtude é alcançada (no coração), o Universo dá uma resposta de cura e iluminação, porque se terá alcançado o seu próprio âmago, naquele ponto cósmico em que “o Pai tem a vida em si mesmo”.
13. A motivação e a energia, assim como a consciência, são não apenas a base da existência, como também de toda a cura.
14. Embora a saúde plena seja sempre desejável, muitas vezes a doença vem como parte do aprendizado da vida para que possamos dar um passo além.
15. A empatia e a compaixão abrem os canais da vidência do curador. Os bons médicos e os centros de curas sérios, recebem a contínua assistência de anjos e de seres espirituais especialmente voltados para cura.
16. As mãos auxiliam na geração da energia e simbolizam especialmente as forças mentais. As mãos são potencializadores de energias, direcionam e dão “materialidade” às emanações. São os principais instrumentos de transmissão energética do nosso corpo.
17. A cura outorgada nem sempre será completa, ela pode ser apenas uma auxílio providencial para que a pessoa possa seguir caminhando e prosseguir na sua auto-cura e dar continuidade aos seus afazeres.
18. A moral é a cura da consciência, mas para isto é preciso ter valores.
19. Vale lembrar a unidade entre cura e iniciação, de modo que aquele que se esforça na cura alheia está avançando na própria cura e espiritualização.
20. A saúde integral será o resultado de uma educação integral. A saúde deve ser aproveitada para realizar os esforços necessários em todos os planos.Seguramente a cura espiritual demanda a integridade do Ser, pois de outra forma não se poderá transmitir uma cura plena.
21. Magnetismo e Irradiação, VAU e IOD, ou Amor e Vontade, atuam de forma coordenada para promovera cura. Se a Consciência crística é uma manifestação do amor (VAU, Hierarquia, Alma), a Luz crística é uma expressão da vontade
22. O processo de cura poderá não se de todo indolor. Tal como se fala do famoso “remédio amargo”, ou como a cura de nossos traumas psíquicos passa por reviver ou conscientizar os momentos traumatizantes para trazer a cura, o órgão poderá estar se recuperando e redespertando para a vida.
23. A cura espiritual demanda a integridade do Ser, pois de outra forma não se poderá transmitir uma cura plena.
24. Por maior que seja o poder de um curador, ele sempre será limitado, demandando para haver uma forte egrégora de cura, a ação conjunta de um grupo coeso e decidido a servir.
25. Os templos deverão ter a sua forma arredondada porque esta é a forma como a energia se organiza, haja visto a forma como as coisas acontecem no cosmos: planetas, sistemas e galáxias.
26. Melhor que tudo possa permanecer ao nível do pensamento ou da imaginação, para poder usar aqui a classificação de “Medicina Espiritual”. Os efeitos mecânicos são apenas estéticos e simbólicos, mas nada impede que acompanhem um trabalho espiritual realizado por um profissional, e vice-versa; na medida em que a representação estética possa ajudar a conscientização dos procedimentos da cura.
27. Quando afirmamos que “a energia que realmente cura é a do amor”, tal coisa apresenta profundos conteúdos técnicos. A possibilidade da cura espiritual reside, sobretudo, na consciência do próprio indivíduo, especialmente do próprio curador -e “consciência” é um elemento relacionado ao Amor. Todos os poderes ocultos, saudáveis e legitimamente estabelecidos, estão baseados na impessoalidade e no amor.
28. O grande segredo da saúde e da felicidade é a harmonia ou o equilíbrio.
29. O grande curador, é aquele que desenvolveu uma perfeita empatia com o seu paciente.
30. Tal como antigamente se falava da Escola de Iniciação, doravante se falará da Escola de Iluminação ou de Ressurreição.
31. O princípio de toda a cura espiritual reside na auto-cura e na iniciação. A medicina do futuro pesquisará e fomentará cada vez mais a auto-cura, com resultados muito mais amplos e satisfatórios do que os alcançados pela prática médica atual. De fato, quase tudo que se faz hoje em dia será visto amanhã -numa época de conhecimentos verdadeiros- apenas como novas formas de curandeirismo. O médico do futuro será bem mais um professor e um conselheiro do que propriamente um curador físico.
32. Cada um deve sentir onde alcança melhor sentir-se um “veículo” para tais forças místicas, sagradas, ocultas ou divinas - porque na prática aquilo que realmente importa na cura é este alinhamento preciso e fluente com as energias superiores.
33. O curador iniciado deve estar atento para a necessidade da reconstituição, liberação e aprimoramento da sua própria rede de energias. Isto é feito de início pela contenção e pela doação, seguidas pela iniciação e pela iluminação.
34. Você não pode ser um curador espiritual, enquanto não se tornar um “caminhante do céu” -uma alma passando por uma experiência temporal, e não um corpo passando por uma experiência espiritual. Em outras palavras, o chakra cardíaco deve estar fluentemente desperto.
35. O planeta entrará num período crítico onde a Ciência da Cura passará a ter um significado todo especial.
36. O ato de cura é um gesto mágico, lembrando que se trata aqui também das duas etapas da operação mágica, dotada de investidura e de imantação.
37. No ato da cura (e sempre mais que for possível) sinta-se um veículo para a Presença (de Deus), e veja a cura como um gesto de salvação de uma alma, especialmente se o paciente aceitar se abrir para a idéia da “conversão” ou da mudança de hábitos. Naturalmente, tal coisa também é válida para a auto-cura.
38. O sistema da cura espiritual empreende uma espécie de alquimia inversa, pela captação de energia cósmica ou divina pura, requalificada na esfera do coração, para se transformar por fim em energia acessível à humanidade.
39. O resultado direto final de tudo isto será, ao menos, a cura da própria condição existencial, a capacitação para transcender a morte que é a nossa grande enfermidade endêmica como espécie -além de tudo aquilo que pode acarretar no mundo circundante esta conquista “individual”. De pouco adianta poder curar e salvar o corpo físico se ele está mesmo condenado no tempo. Já a certeza da redenção da consciência, de experiência própria e para além de uma fé em terceiros, é a grande garantia que podemos esperar.
40. O processo completo da cura deve se dar no infinito e na eternidade, ou no espaço e no tempo ilimitados.
41. Para a prática idônea da cura espiritual, é preciso haver vocação sincera, através de um chamamento interno definido, com conversão, consagração, votos e tudo o mais que seja de praxe. Participar ou haver participado de uma ordem de boa linhagem, assim como de um ashram ou monastério, também são importantes.
42. A síntese da Medicina espiritual reúne três Princípios diretamente associados ao Logos denominados Hipóstases, a saber: som, amor e luz. Relacionam-se especificamente ao Corpo, à Alma e ao Espírito, respectivamente, que são os objetos e os veículos da Medicina Universal Trina. A cura é alcançada através de suave mas decidida imantação (amor), irradiação (visualização) e vibração (som) conjugados. Somente através do expediente desta Medicina Trina se alcança a maravilha benção da cura espiritual.
43. O uso destas três Hipóstases divinas na cura, será a essência da Medicina do futuro e abrangerá seguramente todas as dimensões da existência terrena.
44. A questão é que a Medicina espiritual não se destina a curar apenas o “espírito”, muito embora ela demande certa evolução e boa vontade daqueles que almejam a cura dos seus veículos mais densos.

* “Os 44 Princípios da Cura Sagrada”: o valor 44 é simbólico e sinaliza a consumação da evolução humana, através da iluminação, por exemplo. Ver mais a este respeito em nossa obra “2012 - O Despertar da Terra”.

Leia também
A Ciência da Cura segundo os Grandes Mestres
O Reike mântrico grupal e Merkabah
A Cura Crística


Assista o vídeo
A Cura Espiritual – as Chaves Sagradas da Tradição Perene

Luís A. W. Salvi é autor polígrafo com cerca de 150 obras, e na última década vem se dedicando especialmente à organização da "Sociologia do Novo Mundo" voltada para a construção sócio-cultural das Américas.

Contatos: webersalvi@yahoo.com.br 
Fones (51) 9861-5178 e (62) 9776-8957
Editorial Agartha: www.agartha.com.br

Participe dos debates em nossos facegrupos:
MAITREYA SANGHA
TEOSOFIA CIENTÍFICA
ALMAS-GÊMEAS
FILOSOFIA PERENE – O UNO E O TODO
A REPÚBLICA DOS FILÓSOFOS
ZAS - ZONAS AUTÔNOMAS SUSTENTÁVEIS
CIDADE DA LUZ


quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Os Sendeiros Cósmicos e os Raios divinos

.
As primeiras informações sobre os Sete Sendeiros de evolução superior, relacionados aos caminhos cósmicos de ascensão espiritual dos Chohans, foram fornecidas pelos autores teosóficos, vindo depois a ser desenvolvidas por Alice A. Bailey e logo por outros autores.
Tal como a Hierarquia dos Sete Raios atua em conjunto, os grupos de ascensão dos rishis ou videntes também formam coletivos setenários. Citemos:
“(...) existe uma resistência em relacionar os Sete Sendeiros cósmicos diretamente aos Sete Raios da divindade. Ainda que tal coisa possa ser realizada com muito proveito, melhor seria dizer que se tratam de realidades complementares, do que propriamente unificadas, porquanto os Sete Sendeiros atuam na esfera nirvânica e os Sete Raios atuam na manifestação.” (LAWS, “O Livro dos Chohans”)
Bailey comunica que o nome da iniciação do Chohan é “Decisão”, e se relaciona à opções entre os “Sete Sendeiros de Evolução Superior”. Contudo, a verdadeira grande decisão do Chohan, diz respeito a sua opção entre o nirvana de serviço celestial ou o samsara de serviço na Terra. Os sub-caminhos que existem em cada uma delas são secundários.

A Dupla Evolução da Hierarquia
Evolução Oculta: os Sete Sendeiros & Evolução Manifesta: os Sete Raios
1. O Sendeiro de Serviço na Terra. ................... 1. Vontade-Poder
2. O Sendeiro de Trabalho Magnético. ........ 2. Amor-Sabedoria
3. O Sendeiro de Treinamento para Logos Planetário. 3. Inteligência-Atividade
4. O Sendeiro que conduz a Sírio. .................. 4. Arte-Beleza
5. O Sendeiro de Raio. ............................... 5. Mente-Concreção
6. O Sendeiro no qual se acha nosso Logos. .. 6. Devoção-Religião
7. O Sendeiro da Filiação Absoluta. ....... 7. Ritual-Organização

Naturalmente, cada esquema pode oferecer chaves para o outro. Temos feito notar sempre, aliás, que a dupla designação dos Sete raios, também comporta uma dimensão interior-exterior ou espiritual-material.
Cada Sendeiro possui um regulamento próprio, mas também existe o Grande Regulamento para o conjunto dos Sete Sendeiros. As Regras dos Seis Grupos Nirvânicos, difere das Regras do Grupo de Manifestação do Primeiro Sendeiro (de "Serviço na Terra", que origina os Sete Raios de serviços terrenos), mas todos atuam sempre em conjunto. Aparentemente, Agartha é formada pela Grande Fraternidade Branca. Na verdade, esta reúne os Mestres da Loja manifestada, atuando no mundo junto à humanidade, conferindo instrução e orientação direta aos seres humanos. As outras missões nirvânicas também integram Agartha e Shambala, como funções vitais dos Grupos de Ascensão. Um estudo dos trabalhos grupais dos guerreiros toltecas, transmitido através do antropólogo Carlos Castañeda, pode trazer muita luz sobre o assunto. Na literatura de Alice A. Bailey também existe muita informação, e a nossa obra “A Tradição Tolteca” reúne e compara todas estas informações, entre outras coisas mais.
Comentemos, pois, rapidamente os Sete Sendeiros (para mais, ver nossas obras “O Livro dos Chohans” –de onde extraímos as citações que segue- e “O Portal de Farohar”):
1. O Sendeiro de Serviço na Terra ou de “assistência à humanidade”. É a via dos Bodhisatwas, os grande renunciantes. Estes Mestres aceitam atuar junto à humanidade, orientar as nações e recebem discípulos, sempre dentro de um espírito de unificação.
2. O Sendeiro de Trabalho Magnético de “imantação planetária”. É um caminho de amor e magnetização planetária. Os mosteiros são escolas naturais deste Sendeiro. “Os mestres trabalham aqui para livrar a humanidade dos miasmas inferiores, purificando o astral e elevando as aspirações.
3. O Sendeiro de Treinamento para Logos Planetário ou da “ilusão criadora”. O trabalho dos auxiliares de Logos prepara para se tornar um Logos. “Além de se atuar neste sendeiro com o lótus causal, construindo o antahkarana solar, neste Sendeiro o iniciado vê o mundo como um sonho ou uma criação da mente, e controla a forma atuando desde uma espécie de corpo mental (mayavirupa) cósmico.
4. O Sendeiro que conduz a Sírio ou do “arrebatamento superior”. “O grande atributo deste sendeiro foi descrito como arrebatamento cósmico e bem-aventurança rítmica, sendo que o êxtase dos místicos cristãos aponta nesta direção. (...) Temos neste sendeiro a grande via de ascensão da humanidade para a esfera da hierarquia.”
5. O Sendeiro de Raio ou da “projeção dos Arquétipos”. Este Sendeiro atua com a precipitação de energias. “Os aspectos mais importantes deste sendeiro são de natureza mental. Em termos formais, podemos dizer que nele as chaves ocultas (dadas em sonhos, visões, etc.) são de natureza geométrica. É através das formas e dos números que o conhecimento deve ser então alcançado.”
6. O Sendeiro no qual se acha nosso Logos ou da “visão cósmica interior”. Este misterioso sendeiro, é também chamado o “Sendeiro da Visão”, e seu grande atributo é o desenvolvimento da visão cósmica interna. Seu objeto de contato é a natureza do Logos solar, numa forma cósmica da devoção e idealismo.”
7. O Sendeiro da Filiação Absoluta ou do “discipulado cósmico”. Também chamado o “Caminho da Ação”, o grande atributo deste sendeiro é o de ‘Discipulado cósmico’ (...) Esta filiação é uma analogia, num plano mais elevado, desse grau do discipulado que chamamos ‘Filho do Mestre.’ (...) É dito que este último sendeiro confere o acesso ao ‘Portal de Liberação’, sendo por isto o mais próximo da natureza dos Budas”.
Os Mestres Ascensos atuam sob estas sete modalidades em torno do Senhor do Mundo.
Na reprodução acima, vemos os sete centros espirituais de Agartha em torno a Shambala central, sede do Rei do Mundo. Na base estão as doze expressões da raça-raiz. Em algumas representações, também existe a intenção de mostrar estes setores periféricos como grupais.
O grande centro da sexta iniciação é, naturalmente, o sexto chakra, Ajna, o centro frontal. Como centro terminal da evolução solar setenária, Ajna é o chakra-portal que dá acesso aos Sete Mundos de Evolução superior.
Existe nisto uma analogia com os Sete Raios, na medida em que em nosso sistema solar, os Raios derivam do Segundo Raio de Amor-Sabedoria, o qual deve ser relacionado ao Ajna Chakra, precisamente.*
Ajna: portal cósmico de ascensão
Ajna reúne e duplica a soma das pétalas dos cinco chakras inferiores (os quais somam 48 pétalas), numa forma de “espelho cósmico” que redundaria uma estrutura decimal de chakras -semelhante à da Árvore Sefirótica da Cabala. O valor 48, representa na tradição sufi o “número da Terra”, e na tradição tolteca, as 48 emanações cósmicas que formam o mundo.
Na gravura abaixo, reorganizamos estes valores na forma de ciclos setenários, onde toca à cada pétala um montante de 7x7 sub-esferas, sub-raios ou sub-pétalas. Cada grande pétala serve de “folha” de um portal cósmico, o lado de dentro sendo o pralaya ou a absorção cósmica, contendo os Sete Sendeiros de Evolução superior dos Mestres ascensos, e o lado de fora sendo o manvantara ou a manifestação cósmica, contendo os Sete Raios nos quais se organizam os Mestres que optam pelo Primeiro Sendeiro de Evolução superior. O Primeiro Sendeiro (o dos Bodhisatwas) e o Primeiro Raio (Vontade-e-Poder), integram um campo comum de transição, algo ao modo da vesica piscis, e que terminam por figurar uma esfera logóica central, representando neste caso o nosso Logos planetário, relacionado inicialmente a Sanat Kumara, e logo ao Chohan do 1º Raio.
Esta disposição indica a existência de 49 sub-sendeiros de evolução superior, de resto sugerida na idéia das Sete Lojas e dos 49 sub-ashrams da Hierarquia, atuantes no plano da manifestação através das Lojas organizadas da Hierarquia dos Sete Raios. A Loja Branca é a esfera de esforços e de serviço “exterior” do Logos, além se representar a grande tarefa das sub-raças originais. Esta Grande Fraternidade Branca dos “Mestres Ascensos” que conhecemos, é o agrupamento setenário do 1º Sendero de Evolução superior, a qual deve todavia ainda se manifestar na Terra para consumar o seu trabalho.
Podemos dizer que estas pétalas, se voltam para direções contrárias. As suas energias são semelhantes, mas o foco é oposto. Assim, os Sete Sendeiros estão voltados para cima e para dentro, enquanto que os Sete Raios estão voltados para baixo e para fora - sempre sob a elevada conotação do Sendeiro de Retorno. Por esta razão, é que o nome do grande Senhor da Compaixão no Budismo, Avalokiteshwara, significa “aquele que olha para baixo”, isto é, para o mundo, com o intuito de salvá-lo.
Tal como indica o Arcano VI do Tarô, acima, a Sexta Iniciação envolve uma grande resolução, simbolizada pelas duas grandes pétalas de Ajna Chakra, que mais do que uma opção entre os Sete Sendeiros, diz realmente respeito a deixar este mundo e acatar o nirvana, ou seguir no mundo e renunciar ao nirvana. Daí o nome dado por Alice A. Bailey a esta iniciação, chamada de “A Decisão”. Assim, a “opção” em vista transcende a moral comum, embora tampouco chegue a ser inversa, como alguns têm ousado sugerir.
A opção pela mulher pecadora, diz respeito neste caso não a optar pelo pecado, mas por querer auxiliar a humanidade caída e a permanecer no seu seio com este fim, naturalmente se preservando moralmente através dos esforços espirituais necessários. Esta opção lembra o Sendeiro Mahayana do Budismo, denominado “O Grande Caminho”, por ser movido pela compaixão e pela renúncia ao nirvana, levando o mestre a seguir reencarnando com fins de serviço à humanidade, ou a deter de poder de influência espiritual mesmo quando desencarnado.
E a opção pela mulher virtuosa, até pode ser envolver os cuidados com alguma comunidade especial, mas diz respeito melhor à limitar-se mais às próprias ordens e ao ascetismo em si, assim como a se liberar do trato direto com a humanidade após o desenlace físico-carnal. Esta opção lembra, por sua vez, o Sendeiro Hinayana do Budismo, denominado “O Pequeno Caminho” pelos adeptos do sendeiro anterior, por ser movido pelo desejo de iluminação pessoal (ou senão, pelo anonimato espiritual meramente) e pela tomada do nirvana, levando o mestre a não mais reencarnar nesta Terra. Vale lembrar, contudo, que mesmo nas esferas cósmicas, prossegue o serviço da evolução maior, capaz de auxiliar a humanidade de outras formas que não o ensino ou a assistência direta.

* Bailey afirma que a sexta iniciação “libera” o mestre deste sistema solar –que são os planos iniciáticos de evolução: este fato também está relacionado, ao vínculo oculto existente entre a terceira iniciação e o centro Ajna. E Serge R. de la Ferrière revela que após iluminado este centro, o chakra coronário se ilumina automaticamente. Vale lembrar que a quarta iniciação é alcançada sob as provações dos votos de Bodhisatwa, um grau relacionado em si à sétima iniciação, fazenda a conexão secreta que liga o coração ao alto da cabeça através da ponte interna do Antahkarana e outras tantas analogias.

Da obra "As Luzes do Pramantha", LAWS, Ed. Agartha, AP.
.
Participe do grupo “TEOSOFIA CIENTÍFICA - AS SETE CHAVES DO SOL” no Facebook
.